A banca do Esp(a)ço estará presente na 5ª Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre nos dias 20 e 21 de dezembro de 2025, na Comuna do Arvoredo (Rua Fernando Machado, 464). A nossa banca estará repleta de zines, livros e mais! Também estaremos com uma arara de roupas da Apoio Mútuo, a loja grátis do Espaço.
Depois de uma sessão de estreia com casa cheia no Parrhesia, a pedidos uma segunda sessão do documentário Interrebellium 01 – O Estallido Social da subMedia acontecerá na quinta-feira, 17 de julho, no Clube de Cultura, em Porto Alegre, a partir das 18h com confraternização e banca de distribuição de materias. A exibição do filme começa às 19h. Após a exibição do filme todys são convidadys a participar de uma roda de conversa.
O primeiro de uma série de documentários, InterRebellium 01. The Estallido Social é uma história contada pelos olhos de participantes anarquistas e anticoloniais da revolta de 2019 nos territórios ocupados pelo Estado do Chile.
O Estallido Social (ou Explosão Social) foi uma revolta popular nos territórios ocupados pelo Estado chileno, desencadeada em 18 de outubro de 2019 por um aumento de 30 pesos na tarifa do transporte público. O que começou como uma campanha liderada por estudantes de pular as catracas do metrô rapidamente se transformou em uma revolta a nível nacional que abalou as bases da sociedade.
Essa revolta nasceu de uma longa história de revolta no chamado Chile. Infelizmente, como nos lembra a participante Yza, as longas histórias de revolta geralmente se devem a longas histórias de repressão. A repressão nessas terras é anterior à formação do Estado chileno, à invasão e conquista espanhola. Mas a era moderna começa com o golpe de 1973 que instalou Augusto Pinochet como ditador. Anos de reformas neoliberais produziram uma classe trabalhadora desiludida e desarticulada. InterRebellium traça as raízes do levante de 2019 nos movimentos estudantis dos anos 2000 e nos movimentos feministas de meados dos anos 2010, bem como na resistência indígena ao longo da história da dominação colonial. O movimento também assimilou dicas e táticas das revoltas que ocorreram simultaneamente em Hong Kong e no Equador.
Durante meses, milhares pessoas travaram batalhas de rua com policiais e militares, organizaram redes de apoio a militantes da linha de frente, criaram assembleias de bairro organizadas horizontalmente, participaram de greves gerais e realizaram atos de incêndio e sabotagem contra símbolos do poder e corporações multinacionais.
O Estallido acabou sendo contido por meio de uma combinação de repressão brutal do Estado, promessas de reforma e de uma nova Constituição, além de uma mudança estética nos antigos símbolos do poder com a eleição do jovem Gabriel Boric, da nova esquerda. À medida que os protestos diminuíram e muitas pessoas se dispuseram a trabalhar dentro dos canais da burocracia estatal, Boric e a nova esquerda ficaram livres para fazer coalizão com as mesmas forças que estavam no poder antes do Estallido, deixando muitos dos piores perpetradores da repressão estatal em suas mesmas funções. Um punhado de presos políticos do Estallido permanece atrás das grades até hoje (abril de 2025).
Exibição e debate sobre o documentário Interrebellium 01 – O Estallido Social Data: 17 de julho, quinta-feira, a partir das 18h (abertura). Local: Clube de Cultura, Rua Ramiro Barcelos, 1853, Porto Alegre.
Num intervalo de 15 dias o Esp(a)ço foi invadido e furtado 4 vezes. A vizinhança, que vem sendo vítima disso há algum tempo, fez o que o senso comum recomenda: acionou as autoridades, ligando para a Brigada Militar, que demorou o suficiente para que os assaltantes conseguissem entrar pelo telhado, arrombar quatro portas e praticamente levar tudo que tivesse valor para revenda, inclusive eletrodomésticos de grande porte. Ao contrário do que ocorre em marchas, manifestações e protestos quando a polícia sempre desloca um grande efetivo, e muito diferente de quando o próprio Esp(a)ço exibiu um documentário sobre o genocídio na Palestina e a Brigada Militar acionou diversas viaturas e soldados que se fizeram presentes durante as quatro horas de duração da atividade.
Fica claro para quem quiser ver, que a polícia e o Estado de forma geral não existem, e nunca existiram, para nos proteger, mas para manter uma ordem social injusta que empurra as pessoas mais desesperadas para o crime, e depois as massacra no sistema prisional. Fomentando um ciclo de violência que atinge todys nós.
Não queremos que as pessoas que invadiram e furtaram sejam punidas com tortura ou privação da liberdade, pois sabemos que isso não soluciona nem a situação que as levou a fazer o que fizeram, nem impede que outras pessoas façam o mesmo. Não defendemos a propriedade privada. Temos ainda mais convicção agora que a polícia não está do nosso lado e que o Estado serve ao Capital e não às pessoas.
Nos sentimos insegurys de seguir ocupando o mesmo imóvel e estamos, coletivamente, buscando soluções que podem levar algum tempo. A Apoio Mútuo, Loja Grátis, não estará aberta todas as terças, nem qualquer outro dia, ao menos por enquanto.
Assim que tivermos novidades sobre a atuação do coletivo, divulgaremos em nosso site e redes sociais. Contamos com a colaboração, solidariedade e compreensão de todys. Seguiremos juntys.
Se por um lado a esquerda institucional parece cada vez mais engajada nas eleições e na defesa da chamada “democracia”, por outro o número de abstenções só cresce. Porto Alegre foi a capital brasileira com maior número de abstenções, mais de 30% da população não foi às urnas. É clara a insatisfação das pessoas com a democracia representativa.
Mas ao abrirmos mão de participar das eleições, não estamos permitindo o avanço da direita? Não devemos ocupar todos os espaços e lutar em todas as frentes?
Pra conversar sobre isso convidamos a todys para vir trocar ideia conosco no sábado dia 26 de outubro, às 18h, no Esp(a)ço. Chega junto, vamos assisistir uns vídeos e conversar. Sinta-se à vontade pra trazer bebidas e comidinhas veganas pra compartilhar (vá que a conversa se prolongue).
Saiba mais sobre o Esp(a)ço em espaco.nublogs.org
Atenção: você possui histórico ou denúncia por ter cometido assédio, abuso ou outro tipo de violência e quer colar em alguma das atividades? Por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.
Se você não sabe nada de edição de vídeos e quer aprender ou se já sabe editar, mas quer conhecer o Kdenlive, um software livre de edição de vídeo, cola junto e vamos trocar conhecimentos e informações!
A proposta da oficina é essa: a troca de conhecimentos sobre edição de vídeo com o Kdenlive. Para fortalecer as lutas populares, daremos prioridade para pessoas que queiram desenvolver projetos de mídia radical/anarquista/anticolonial, membros de movimentos sociais populares, bem como prioridade para pessoas indígenas, pretas ou LGBTQIA+.
A princípio a oficina será realizada ainda no outono de 2024, no Esp(a)ço, em Porto Alegre. A data exata será decidida de acordo com a disponibilidade das pessoas interessadas em participar.
Essa oficina não possui nenhuma taxa de inscrição. Pois mais do que cobrar para oferecer um serviço, nos interessa compartilhar responsabilidade pela organização da mesma. É portanto uma atividade com corresponsabilidade financeira, ou seja, os custos de realização do evento são socializados e cada pessoa contribui ou recebe de acordo com sua possibilidade ou necessidade naquele determinado momento.
As Jornadas de Junho de 2013 foram a maior revolta popular do século 21 no chamado Bra$il, até o momento. Esse momento de intensa luta tem sido alvo de criminalização e apagamento, mesmo por setores da esquerda. Para recuperar a narrativa que valoriza o caldeirão de lutas populares que abalou o país, o Esp(a)ço recebe o pessoal da Kasa Invisível para um bate-papo sobre o assunto.
A atividade acontece na sexta-feira, dia 19 de maio, às 19h. Aqui no Esp(a)ço. Rua Castro Alves, 101, em Porto Alegre. Chega junto!