Nós do coletivo Esp(A)ço temos movimentado nossa Loja Grátis levando as peças pras ruas, participando de algumas feiras, e principalmente temos somado energia à Ação Antifascista Social, coletivo de compas que toda segunda-feira entrega refeições pra pessoas em situação de rua dos arredores do Largo Glênio Peres, ali em frente ao Mercado Público.
Precisamos de doações de roupas e cobertores pra fazer frente às baixas temperaturas desse outono-inverno, de acordo com as demandas de quem busca em nossos cabides, A BOA É DOAR:
Jaquetas, agasalhos e blusões quentes, camisetas e calças de tamanhos maiores e que possam ser usadas por todos gêneros.
Meias! Mesmo de pares diferentes, meias quentinhas são extremamente bem vindas!
Cobertores, edredons e mantas de dormir.
O foco da Loja Grátis não é o assistencialismo, mas sim estimular a solidariedade e o apoio mútuo, numa loja onde não é necessário dinheiro e em que as peças são doadas com consciência, em bom estado para que sejam bem utilizadas por outra pessoa.
PONTOS DE COLETA DE DOAÇÕES (em construção):
Parrhesia bar e ponto de culturA – Travessa dos Venezianos n° 30
Terracinho64 Rua Giordano Bruno, 64.
Podemos nos organizar pra buscar doações volumosas, basta entrar em contato conosco para combinar por: espaco@riseup.net
No mês de luta antimanicomial convidamos a todys para assistir o documentário da subMedia “Mundos Loucos: Redefinindo a sanidade através da luta” y após a exibição, conversar sobre saúde mental. A projeção vai rolar na Ponte de Pedra que fica no largo dos Açorianos, entre as avenidas Borges de Medeiros y Loureiro da Silva. Estaremos lá a partir das 18h, o cine inicia às 19h. Chega lá pra assistir y trokar ideia! 🧠🌱🏴
Sinopse: A saúde mental, em todas as suas complexidades, é um tópico que afeta praticamente todo mundo… mas sobre o qual raramente se fala. O capacitismo, que se baseia em um suposto bem-estar mental, é predominante mesmo entre as comunidades que lutam contra outras normas sociais opressivas, como o patriarcado heterossexual e o racismo institucionalizado. Para quem sofre de depressão, psicose ou qualquer outra forma de loucura, nossas lutas geralmente permanecem invisíveis e não são reconhecidas até que se transformem em uma crise explosiva. Quando isso acontece, o enorme poder coercitivo do Estado é usado para nos forçar a voltar à linha. Se tivermos a sorte de escapar das prisões e das alas psiquiátricas que formam a espada de dois gumes da psicologia carcerária, muitas vezes ficamos traumatizadys, altamente medicadys e provavelmente enfrentaremos mais institucionalização no futuro. No episódio deste mês de Trouble, a subMedia conversa com pessoas que estão resistindo a essa realidade. Recusando-se a aceitar a noção de que o mal-estar mental é o resultado da química do cérebro de uma pessoa, elas reconhecem a natureza fundamentalmente social e interconectada das pessoas e de nossos problemas. Em vez de permitir que as intervenções continuem sendo o território dos psiquiatras e da polícia, nossys convidadys estão recuperando tradições, experimentando coletivos de autoterapia e construindo relacionamentos enraizados no cuidado e na confiança que formam as bases resilientes tão necessárias para as comunidades envolvidas na luta.
O documentário Interrebellium: 01. O Estallido Social, da produtora de vídeos anarquista subMedia, será exibido dia 08 de maio no Parrhesia, na Travessa dos Venezianos, 30, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. As portas abrem às 18h, e o filme iniciará pontualmente às 19h.
O primeiro de uma série de documentários, InterRebellium 01. The Estallido Social é uma história contada pelos olhos de participantes anarquistas e anticoloniais da revolta de 2019 nos territórios ocupados pelo Estado do Chile. O Estallido Social (ou Explosão Social) foi uma revolta popular nos territórios ocupados pelo Estado chileno, desencadeada em 18 de outubro de 2019 por um aumento de 30 pesos na tarifa do transporte público. O que começou como uma campanha liderada por estudantes de pular as catracas do metrô rapidamente se transformou em uma revolta a nível nacional que abalou as bases da sociedade. Essa revolta nasceu de uma longa história de revolta no chamado Chile.
Infelizmente, como nos lembra a participante Yza, as longas histórias de revolta geralmente se devem a longas histórias de repressão. A repressão nessas terras é anterior à formação do Estado chileno, à invasão e conquista espanhola. Mas a era moderna começa com o golpe de 1973 que instalou Augusto Pinochet como ditador. Anos de reformas neoliberais produziram uma classe trabalhadora desiludida e desarticulada. InterRebellium traça as raízes do levante de 2019 nos movimentos estudantis dos anos 2000 e nos movimentos feministas de meados dos anos 2010, bem como na resistência indígena ao longo da história da dominação colonial. O movimento também assimilou dicas e táticas das revoltas que ocorreram simultaneamente em Hong Kong e no Equador.
Durante meses, milhares pessoas travaram batalhas de rua com policiais e militares, organizaram redes de apoio a militantes da linha de frente, criaram assembleias de bairro organizadas horizontalmente, participaram de greves gerais e realizaram atos de incêndio e sabotagem contra símbolos do poder e corporações multinacionais. O Estallido acabou sendo contido por meio de uma combinação de repressão brutal do Estado, promessas de reforma e de uma nova Constituição, além de uma mudança estética nos antigos símbolos do poder com a eleição do jovem Gabriel Boric, da nova esquerda.
À medida que os protestos diminuíram e muitas pessoas se dispuseram a trabalhar dentro dos canais da burocracia estatal, Boric e a nova esquerda ficaram livres para fazer coalizão com as mesmas forças que estavam no poder antes do Estallido, deixando muitos dos piores perpetradores da repressão estatal em suas mesmas funções. Um punhado de presos políticos do Estallido permanece atrás das grades até hoje (abril de 2025).
InterRebellium cobrirá a onda global de revoltas de 2018 a 2020. O título vem do latim e significa “entre revoltas”. Acreditamos que é importante aproveitar esse tempo entre as ondas para relatar nossas experiências em escala mundial e estudar o passado para que estejamos mais bem preparadys para o futuro.
Através de práticas coletivas iremos refletir sobre o nosso passado, absorver o presente, sonhar e conspirar um futuro para viver práticas mais livres! Esperamos vocês neste momento de confluência na mata com atividades autogestionadas, troca de saberes e muitas partilhas.
Convidamos a todys para a Konvergência Anarquista da Mata Atlântica (KAMA) a ser realizada no outono de 2025, entre os dias 18 e 21 de abril, no município de Maquiné, em território hoje ocupado pelo Estado do Rio Grande do Sul. KAMA é, antes de tudo, um momento de confluência na mata, de circulação de histórias, ideias e saberes, atividades autogestionadas, mutirão, onde vamos refletir sobre o nosso passado, absorver o presente, sonhar e conspirar um futuro coletivo para viver práticas mais livres e iguais. A participação do evento será feita mediante inscrições através do formulário disponível neste link:
Num intervalo de 15 dias o Esp(a)ço foi invadido e furtado 4 vezes. A vizinhança, que vem sendo vítima disso há algum tempo, fez o que o senso comum recomenda: acionou as autoridades, ligando para a Brigada Militar, que demorou o suficiente para que os assaltantes conseguissem entrar pelo telhado, arrombar quatro portas e praticamente levar tudo que tivesse valor para revenda, inclusive eletrodomésticos de grande porte. Ao contrário do que ocorre em marchas, manifestações e protestos quando a polícia sempre desloca um grande efetivo, e muito diferente de quando o próprio Esp(a)ço exibiu um documentário sobre o genocídio na Palestina e a Brigada Militar acionou diversas viaturas e soldados que se fizeram presentes durante as quatro horas de duração da atividade.
Fica claro para quem quiser ver, que a polícia e o Estado de forma geral não existem, e nunca existiram, para nos proteger, mas para manter uma ordem social injusta que empurra as pessoas mais desesperadas para o crime, e depois as massacra no sistema prisional. Fomentando um ciclo de violência que atinge todys nós.
Não queremos que as pessoas que invadiram e furtaram sejam punidas com tortura ou privação da liberdade, pois sabemos que isso não soluciona nem a situação que as levou a fazer o que fizeram, nem impede que outras pessoas façam o mesmo. Não defendemos a propriedade privada. Temos ainda mais convicção agora que a polícia não está do nosso lado e que o Estado serve ao Capital e não às pessoas.
Nos sentimos insegurys de seguir ocupando o mesmo imóvel e estamos, coletivamente, buscando soluções que podem levar algum tempo. A Apoio Mútuo, Loja Grátis, não estará aberta todas as terças, nem qualquer outro dia, ao menos por enquanto.
Assim que tivermos novidades sobre a atuação do coletivo, divulgaremos em nosso site e redes sociais. Contamos com a colaboração, solidariedade e compreensão de todys. Seguiremos juntys.
Sarau é um encontro de pessoas para compartilhar arte e cultura.
Este sarau é autogerido. Todys estão convidadys a contribuir não só com sua presença – que é o mais importante – mas também trazendo o que vier à cabeça de acordo com o tema proposto: “FIM DO MUNDO”
Qual fim? Qual mundo? O que fazer ou não fazer? O que é um fim? Não queremos que esse mundo acabe?
Vale qualquer expressão artística ou cultural: prosa, poesia, música, desenho, teatro, etc.
Quinta-feira, 21/11, a partir das 19h O Esp(a)ço fica na Rua Castro Alves, 101, em Porto Alegre.
Atenção: Para garantir o conforto e segurança de todas as pessoas presentes, pedimos que se você possuir histórico ou denúncia por cometer assédio, abuso ou outro tipo de violência, por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.
Vem colar nas atividades do Esp(a)ço neste mês de novembro!
Em novembro vai ter ciclo de documentários, sarau, atividade antiespecista e mais! Confere aí nossa programação:
COMO ASSIM?! GENOCÍDIO?! Ciclo de documentários – todas as terças de novembro.
O Genocídio promovido por Israel com as vistas grossas da comunidade internacional não começou em 7 de outubro de 2023. Mas neste pouco mais de um ano o mundo acompanha, inerte, e praticamente em tempo real, as atrocidades cometidas pelo Exército Israelense a serviço do Sionismo. Todos os dias todas as redes sociais disponibilizam cenas inéditas e terríveis. Todos os dias quem realmente se importa com a vida se revolta.
E nada faz Israel parar.
O Esp(a)ço vai exibir três documentários produzidos pela Al Jazeera e legendados em português pela FEPAL e Intercept.
Venham assistir e conversar a respeito.
Começaremos dia 05/11 com o documentário “7 de outubro”, que faz uma análise investigativa das cenas divulgadas para justificar as ações do Exército Israelense. Nas 4 terças-feiras seguintes exibiremos a série documental “The Lobby”, censurada após pressão de Israel por mostrar como o lobby do país exerce influência em Washington. Para encerrar o ciclo exibiremos o “Investigando crimes de guerra em Gaza”, uma longa investigação da Unidade de Investigação da Al Jazeera que expõe os crimes de guerra israelense na Faixa de Gaza através de fotos e vídeos publicados online pelos próprios soldados israelitas durante o conflito que durou um ano.
Lembramos que os vídeos possuem imagens de violência real e explícita.
As exibições iniciarão às 19h45 mas o Esp(a)ço estará aberto desde às 17h30 com a Apoio Mútuo, a loja grátis, para quem quiser ir chegando.
SARAU DO FIM DO MUNDO – Quinta, 21 de novembro – 19h
Na quinta dia 21 de novembro, vai acontecer o primeiro sarau no Esp(a)ço. O tema será “Fim do Mundo”. Traga textos, poemas, música ou outro tipo de performance para compartilhar.
ATIVIDADE ANTIESPECISTA– Leitura coletiva + troka de ideia + feira de materiais – Sábado, 23 de novembro – 17h
A complexidade de habitar dentro de um cistema colonial – construído a partir de estruturas de opressão como o especismo, racismo, machismo, capacitismo, classismo, etarismo e suas miríades fragmentadoras – demanda resistências críticas y coletivas.
Refletir sobre as imposições especistas na alimentação, consumo, relações e linguagem é apenas uma das muitas possibilidades desse encontro. O texto a ser lido traz dados sobre alguns dos impactos do Grande Agronegócio, expondo as relações de poder que definem quais corpos são explorados, como são explorados e, ainda, onde são explorados.
No sábado, dia 23/11 propomos essas reflexões através de leitura coletiva, além de roda de conversa y feira de materiais. Sinta-se à vontade para trazer lanches veganos para compartilharmos durante a atividade!
REUNIÃO ABERTA – Sábado, 23 de novembro – 14h.
Quer propor uma atividade para o Esp(a)ço? Quer conhecer mais o coletivo e ajudar a compor? Nossas portas estão abertas! Chega mais e vem participar da nossa reunião aberta para organização do calendário dos próximos meses.
Em novembro nossa reunião vai ocorrer no sábado dia 23, às 14h.
Até lá!
APOIO MÚTUO – Loja Grátis – Toda terça, das 17h30 às 20h30.
Além de todas as atividades, Apoio Mútuo, a loja grátis do Esp(a)ço, abre toda terça-feira, das 17h30 às 20h30. Venha conhecer, trazer doações ou procurar aquilo que você está procurando.
O Esp(a)ço fica na Rua Castro Alves, 101, no Bom Fim, em Porto Alegre.
Atenção: Para garantir o conforto e segurança de todas as pessoas presentes, pedimos que se você possuir histórico ou denúncia por cometer assédio, abuso ou outro tipo de violência, por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.
O Genocídio promovido por Israel com as vistas grossas da comunidade internacional não começou em 7 de outubro de 2023. Mas neste pouco mais de um ano o mundo acompanha, inerte, e praticamente em tempo real, as atrocidades cometidas pelo Exército Israelense a serviço do Sionismo. Todos os dias todas as redes sociais disponibilizam cenas inéditas e terríveis. Todos os dias quem realmente se importa com a vida se revolta. E nada faz Israel parar.
Começaremos o ciclo dia 05/11, às 19h45, com o documentário “7 de outubro”, que faz uma análise investigativa das cenas divulgadas para justificar as ações do Exército Israelense.
Venham assistir e conversar a respeito.
{Mentiram para você sobre o que aconteceu em 7 de outubro de 2023. O Hamas invadiu Israel e matou centenas de civis e soldados — isso é verdade — mas as alegações mais incendiárias usadas para justificar o bombardeio maciço de Gaza por Israel não são comprovadas ou são histórias fabricadas, refutadas pelas provas.
Além disso, uma inspeção mais minuciosa mostra que alguns dos piores crimes atribuídos ao Hamas podem ter sido cometidos pelos próprios militares israelenses, como resultado do uso de armamento pesado contra civis e reféns.
Essas são algumas das conclusões importantes do documentário “7 de outubro”, do núcleo investigativo da Al Jazeera, fruto de meses de minuciosa investigação forense.
O filme, adaptado para o português em parceria com o @theinterceptbrasil, é a investigação mais abrangente e detalhada já publicada sobre o episódio – e uma resposta contundente à boa parte da cobertura da grande mídia desde então. Ele desnuda a propaganda israelense ao mostrar o que realmente se passou no 7 de outubro em Israel e na Palestina, minuto por minuto.
A equipe de documentaristas da Al Jazeera vasculhou os registros governamentais e os depoimentos de centenas de sobreviventes para compilar uma lista detalhada de vítimas. Também examinou sete horas de filmagens — grande parte delas obtidas em câmeras de combatentes do Hamas mortos — e conduziu várias entrevistas com especialistas.
Se você for assistir a apenas uma reportagem sobre o tema, escolha essa.}
Atenção: você possui histórico ou denúncia por ter cometido assédio, abuso ou outro tipo de violência e quer colar em alguma das atividades? Por favor, entre em contato conosco pelo nosso email ou redes sociais antes de comparecer. Não fazer isso é não se responsabilizar por suas ações e será solicitado que se retire.